sábado, 14 de fevereiro de 2015

Completudes

Eu e tu
Num sonho tão real,
unidos de sal e Amor.
Dignos do mar que preenchem 
os meus sonhos.


HHoje

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Nunca te colori

Meu Amor...

Nunca reparei que eras verde,
Amei sempre o que tu eras.
Nunca te colori,
pois  estavas em todas as cores quando te conheci.
Essa imagem colorida foi a que ficou do primeiro olhar,
mas nunca reparei que eras verde.
Depois
Este vento ao contrário que me tirou cor ao Amor,
Que me doeu a preto e branco
Que me levou o coração.
Nunca pensei que eras verde.


HHoje 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Aprender a respirar

Pedaços de mim, 
perdidos no tempo. 

Tão longe que é o Tempo. 
Tão perto que sou eu. 

Finjo não entender, 
só por não querer 
tocar em mim 
o dedo do Tempo. 

HHoje

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Estágio de Coragem

Hoje as palavras não chegam,
Os anjos voam, eu acredito.
Dormir bem seria um desejo,
Mais do que qualquer dito .


HHoje  

O café com sono

É quarto crescente e Deus nos ajude.
Deus ou os astros, a telenovela, ou a Senhora dos Aflitos.
Para que alguém nos ajude e nos transporte para fora destas canículas, destas miragens, 
deste ser-se de vento a soprar ao contrário.
O passado, presença presente, sempre a inundar o dia,
a transformar a teia na cabeça aflita do sono.
É a canícula.
É o café com sono.
São os raios que às vezes partem.
Ainda à  pouco passei pela fonte e não tinha água.
As ruas fundem-se, torna-se perigoso caminhar.

Torna-se perigosa
A canícula


H Hoje

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Dar a volta à sua prisão

De partida pelas estradas,
não vai ao encontro de ninguém senão dela própria.
Antes de morrer importa ao menos dar a volta à sua prisão.
Os contornos interiores confundem-se com os limites do mundo,
e é percorrendo este último que se encontra a melhor metáfora para a sua própria morte.
Os confins podem sempre reduzir-se aos muros de uma verdadeira masmorra.
O fim só pode ser vivido enquanto a consciência subsiste.
Cada momento impõe a experiência necessária da morte,
desperta a agonia, que é o nosso único estado permanente,
aquele que o hábito do sedentário se esforça por ocultar.
Aquele que viaja, está assim mais próximo da verdade, 
é amigo da morte.
Aquele que está sempre de partida reconhece a realidade do seu corpo como a de um mero saco de viagem.

Sempre em movimento.

HHoje